Na última sexta-feira (19), o Ministério da Saúde assinou o contrato para aquisição de 12,5 milhões de unidades do medicamento. A negociação foi fechada após o processo de licitação emergencial que resultou na seleção da empresa vencedora. Essa foi a primeira vez em que concorrentes disputaram o fornecimento.
“Desde a aprovação da nova vacina pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em dezembro de 2023, a pasta iniciou o processo de aquisição emergencial, de modo a garantir o abastecimento de toda a rede do Sistema Único de Saúde (SUS)”, esclareceu a pasta na ocasião.
O ministério não informou o gasto total com a compra, apesar de afirmar que houve uma economia de R$ 100 milhões, dada a diferença de preço entre as duas propostas apresentadas.
De acordo com dados do Ministério da Saúde, pouco mais de 14 milhões de pessoas foram imunizadas. A meta é que 75 milhões de brasileiros sejam vacinados.
Além do Distrito Federal, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Bahia e Rio de Janeiro, são os estados com as menores porcentagens. Nesses locais, a cobertura não passa de 17%.
Oficialmente, a imunização nacional começou no dia 25 de março, mas em alguns locais começou mais cedo, conforme a chegada de doses – medida que foi orientada pela pasta.
O público-alvo elegível para tomar a vacina da gripe pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é formado por:
Crianças de 6 meses a menores de 6 anos;
Crianças indígenas de 6 meses a menores de 9 anos;
Trabalhadores da saúde;
Gestantes;
Puérperas;
Professores dos ensinos básico e superior;
Povos indígenas;
Idosos com 60 anos ou mais;
Pessoas em situação de rua;
Profissionais das forças de segurança e de salvamento;
Profissionais das Forças Armadas;
Pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais (independentemente da idade);
Pessoas com deficiência permanente;
Caminhoneiros;
Trabalhadores do transporte rodoviário coletivo (urbano e de longo curso);
Trabalhadores portuários;
Funcionários do sistema de privação de liberdade;
População privada de liberdade, além de adolescentes e jovens sob medidas socioeducativas (entre 12 e 21 anos).
O imunizante também pode ser encontrado em clínicas particulares para quem quiser se imunizar e não estiver no grupo prioritário.
O estado de São Paulo já registrou 651.320 casos de dengue somente neste ano. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (19) pelo painel de monitoramento da doença administrado pela Secretaria Estadual de Saúde (SES). Do total, 819 são considerados graves.
O número de mortes chegou a 342, segundo a Secretaria. Além disso, outros 659 óbitos ainda estão em investigação.
Nessa semana, o crescimento médio do número de casos diários foi de 16 mil.
Os dados da Secretaria Estadual da Saúde revelam ainda que 1.358.498 casos foram notificados, 182.993 casos seguem em investigação, sendo 834.313 prováveis. Esse número ainda engloba os 509.463 casos notificados que foram descartados.
A cidade de São Paulo registra 189.840 casos confirmados nesta sexta-feira (19). São 49 mortes e outras 207 em investigação.
Segundo o último boletim de arboviroses da gestão municipal, publicado na segunda-feira (15), 91 bairros da capital estão em epidemia de dengue, ou seja, registram mais de 300 casos a cada 100 mil habitantes.
O Brasil já registrou 1.544 mortes por dengue em 2024. Os dados do Painel de Monitoramento de Arboviroses do Ministério da Saúde foram atualizados na última quinta-feira (18). O número já ultrapassa o total de mortes por dengue registrado em 2023, de 1.094 mortes.
Segundo a pasta, outros 2.085 óbitos estão em investigação. O número de óbitos por dengue, em 2024, corresponde a uma média de 11 pessoas mortas por dia.
De acordo com o painel, há 3.507.062 casos prováveis da doença e 1.958.272 casos confirmados.
A imunização contra a dengue no Brasil pelo Sistema Único de Saúde (SUS) começou em fevereiro de 2024, com a vacina Qdenga, do laboratório Takeda. Por receber uma quantidade limitada, a pasta estabeleceu alguns critérios para a aplicação na rede pública.
Quem pode tomar a vacina?
O SUS determinou que o público-alvo, neste primeiro momento, vai incluir apenas crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, grupo que concentra maior número de hospitalizações pela doença, atrás apenas dos idosos. Caso esteja fora do grupo considerado prioritário, o indivíduo pode procurar a vacina na rede particular.
A vacina é contraindicada para idosos acima de 60 anos e mulheres grávidas ou em fase de amamentação, alérgicos a componentes da vacina, pessoas imunocomprometidas, como com HIV, ou que estão em tratamento que afeta o sistema imunológico.
Quem já foi infectado, pode se vacinar?
A vacina é indicada independentemente de infecção prévia. Porém, para quem apresentou a infecção recentemente, a orientação é aguardar seis meses para receber o imunizante. Já quem for diagnosticado com a doença no intervalo entre as duas doses deve manter o esquema vacinal, desde que o prazo não seja inferior a 30 dias em relação ao início dos sintomas.
A vacina Qdenga pode ser encontrada em unidades do SUS e, na rede privada, em laboratórios e clínicas. As áreas prioritárias para a vacinação contra a dengue foram selecionadas de acordo com critérios definidos a partir da avaliação do cenário epidemiológico da doença no país. Ao todo, foram selecionadas 37 regiões para a primeira fase da imunização contra a dengue, reunindo 521 municípios.
O esquema completo da Qdenga é composto por duas doses, a serem aplicadas com intervalo de três meses. A recomendação, nesses casos, é especialmente indicada por conta da melhor resposta imune à vacina.
Com o risco de vencimento de doses, o Ministério da Saúde anunciou nesta quinta-feira (18) a ampliação temporária do público-alvo da vacinação contra a dengue.
As vacinas com validade até 30 de abril poderão ser aplicadas em pessoas de 6 a 16 anos, a critério dos municípios. Caso a campanha de vacinação permaneça com baixa adesão, os imunizantes próximos ao vencimento ainda poderão ser aplicados no público que vai dos 4 aos 59 anos.
Essa medida só deverá ser adotada em caso de necessidade, para que não haja perdas. De acordo com a ministra Nísia Trindade, a segunda dose estará garantida para todos que se vacinarem. Apesar da liberação, a pasta reforça que o público de 10 a 14 anos deve continuar a ser priorizado.
A terceira remessa de envios da vacina da dengue contemplou 686 municípios do país. Ao todo, 930 mil doses foram distribuídas, incluindo as reposições às regiões que fizeram o remanejamento.
De acordo com o Governo Federal, o ministério adquiriu todo o estoque disponível para 2024 e 2025. Até o final deste ano, o país receberá 5,2 milhões de doses, além da doação de 1,3 milhão, o que permitirá a vacinação de 3,2 milhões de pessoas com as duas doses.
No final de março, o Brasil ultrapassou a marca de 2 milhões de pessoas contaminadas pela dengue apenas nos primeiros meses deste ano. Mais de 680 mortes pela doença também foram contabilizadas.
O Novo Hospital de Santana de Parnaíba, que está em fase final de construção, recebeu nesta semana um tomógrafo Multslice de 64 canais, equipamento de última geração para atender a demanda de exames da população parnaibana.
O aparelho tem capacidade para atender pacientes que pesem até 230 quilos e faz todos os exames de tomografia, incluindo exames de angiotomografias das coronárias de forma não invasiva, tridimensionalmente (3D), para verificar se há resíduos nas paredes das artérias do coração.
Localizado em um ponto estratégico, o Novo Hospital Municipal contará com Centro Cirúrgico, 200 leitos, UTI e equipamentos de ponta para a realização de exames como Raio-x e ultrassonografia.
O Brasil registrou 80.012 novos casos de tuberculose em 2023, conforme mostra o Boletim Epidemiológico de Tuberculose, que foi divulgado em março deste ano pelo Ministério da Saúde.
Em abril de 2023, o Governo Federal criou o Comitê Interministerial para a Eliminação da Tuberculose e de Outras Doenças Determinadas Socialmente (Cieds) com o objetivo de elaborar ações para eliminar a doença no país. O decreto foi publicado no Diário Oficial da União (DOU).
O ‘Dia D de Vacinação’ em Santana de Parnaíba será realizado pela prefeitura no próximo sábado (13), das 8h às 17h, em todas as unidades de saúde do município. A ação, sob a responsabilidade da Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), tem por objetivo imunizar a população contra o vírus da influenza, responsável pela gripe.
“No momento da vacinação, o morador deve procurar a unidade de saúde mais próxima de sua casa e apresentar a carteirinha de vacinação. Caso não tenha, providenciamos uma na hora”, explica a prefeitura.
De acordo com o Ministério da Saúde, a gripe é uma infecção aguda do sistema respiratório, provocado pelo vírus da influenza, com grande potencial de transmissão. Ao todo, existem quatro tipos de vírus influenza: A, B, C e D – sendo o tipo A o responsável pelas grandes pandemias.
Para identificar se a pessoa está infectada pelo vírus, especialistas da saúde revelam que verificam a presença de sintomas como febre, tosse, dores de cabeça, na garganta e no corpo. O Dia D é aberto a toda população, principalmente para os grupos prioritários (crianças, idosos e puérperas).
Com o objetivo de promover um atendimento mais rápido e de qualidade para a população, a Prefeitura de Santana de Parnaíba realizou a renovação de 100% da frota de ambulâncias do município que atende às ocorrências em toda a cidade.
Ao todo são 16 novas ambulâncias, dentre as quais duas UTIs (Unidades de Terapia Intensiva) móveis e uma para o SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência). As UTIs têm capacidade para prestar suporte em casos de maior complexidade e estão equipadas com desfibrilador, bomba de infusão e respirador.
As UTIs têm capacidade para prestar suporte em casos de maior complexidade. Foto: Dario Souza/SECOM-Stna de Parnaíba
A unidade do SAMU tem como objetivo chegar precocemente à vítima após ter ocorrido alguma situação de urgência ou emergência, de natureza clínica, cirúrgica, traumática, entre outras.
Em prestação de contas à Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, na terça-feira (9), o secretário estadual da Saúde, Eleuses Paiva, informou que a gestão aplicou 12,71% da receita dos impostos em ações e serviços de saúde prestados à população – o mínimo constitucional é 12%. Em valores monetários, a execução orçamentária somou R$ 23,7 bilhões.
Na apresentação, o secretário destacou estatísticas referentes ao último quadrimestre de 2023, entre as quais os números de internações hospitalares (408 mil) e de atendimentos ambulatoriais (224 milhões, crescimento, neste caso, de 8,5% comparado ao quadrimestre anterior).
“Só tem um jeito de melhorar as filas que temos: é aumentando a oferta e a produção [hospitalar]“, frisou o secretário paulista.
Outros valores do quadrimestre final de 2023 destacados foram os repasses para os municípios paulistas custearem atenção básica (R$159 milhões) e assistência farmacêutica (R$ 157 milhões).
Para hospitais filantrópicos, o Governo do Estado destinou R$ 295 milhões, repartidos entre 258 Santas Casas de Misericórdia. Ao longo de 2023, os repasses totalizaram R$ 877,2 milhões contra R$ 842 milhões pagos em 2022.
Antes dos questionamentos dos deputados, Eleuses anunciou que cinco novas unidades hospitalares devem ampliar a rede de serviços, duas delas (as de Itapetininga e Birigui) estão em fase de estudos. Até maio de 2025, segundo o secretário, serão inaugurados os hospitais regionais de Franca, do Circuito da Fé (na cidade de Cruzeiro) e a unidade Rede Lucy Montoro de Presidente Prudente.
Interação
Na interação com os deputados, três dos oito projetos estruturantes da Secretaria dominaram as indagações parlamentares: Regionalização, Gestão de Filas e Saúde da Mulher.
Dentro do projeto da regionalização, o secretário ressaltou que o planejamento regional integrado “só funciona com pactuação e diálogo pactuado com os municípios“. Nesse ponto, Eleuses citou a nova Tabela do SUS paulista e o novo modelo de financiamento através do Incentivo à Gestão Municipal (IGM).
Com o IGM, explicou o secretário, o piso da atenção básica transferido para os municípios (hoje em R$ 4 por habitante) deverá ser multiplicado por dez, nos casos em que as metas de qualidade sejam alcançadas pelas prefeituras.
“Não adianta fazer aporte de recursos se não tiver métricas para mudar os indicadores de saúde“, alertou.
No tópico das filas, o secretário pontuou o esforço em duas frentes: parceria com ambulatórios médicos de especialidades (AMEs) para procedimentos oncológicos e financiamento de cirurgias eletivas.
Por fim, o secretário noticiou que o estado de São Paulo adquiriu uma terceira carreta de mamografia. No último quadrimestre de 2023, a Secretaria registrou 7,5 mil radiografias de mamas realizadas nas duas unidades móveis em funcionamento (no ano passado inteiro foram quase 25 mil mamografias).
Constituição
Em cumprimento ao artigo 52 da Constituição Estadual, secretários de Estado, semestralmente, devem comparecer à Alesp, perante a Comissão Permanente de sua área, para prestação de contas do andamento da gestão, bem como para demonstrar e avaliar o desenvolvimento de ações, programas e metas da Pasta.