Deputado propõe mudança do nome da Rodovia Castello Branco para Eunice Paiva

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O deputado estadual Guilherme Cortez (PSOL) apresentou nesta quarta-feira (5), na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), um projeto de lei que propõe a mudança do nome da Rodovia Presidente Castello Branco (SP-280) para Rodovia Eunice Paiva. A iniciativa visa homenagear a ativista dos direitos humanos, personagem central do filme “Ainda Estou Aqui“, vencedor do Oscar 2025 na categoria de Melhor Filme Internacional.

Na justificativa do projeto, Guilherme Cortez destacou que o ex-presidente militar Humberto de Alencar Castello Branco foi um dos principais articuladores do golpe de 1964, período em que o deputado Rubens Paiva, marido de Eunice, foi sequestrado e morto pelo regime. O parlamentar argumentou que Eunice se tornou um símbolo da luta por justiça e direitos humanos no Brasil.

“Após ser presa e libertada, Eunice iniciou uma incansável busca por informações sobre o paradeiro do marido, exigindo o reconhecimento oficial da morte e a localização do corpo, algo que nunca foi revelado pelo Estado brasileiro”, destacou Cortez.

A Rodovia Presidente Castello Branco, inaugurada em 1968, possui 315 km de extensão. Seu traçado começa no Cebolão, em São Paulo, atravessa os principais municípios da Região Metropolitana e segue até o interior do estado, entre Espírito Santo do Turvo e Santa Cruz do Rio Pardo.

A proposta pode gerar debates na Alesp, já que mudanças em nomes de vias históricas costumam enfrentar resistência. No entanto, a homenagem a Eunice Paiva pode ganhar força diante do impacto do filme “Ainda Estou Aqui” e da relevância de sua trajetória na luta pelos direitos humanos no país.

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Foto: Cauber Drone/PMB

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Fernanda Torres brilha no Oscar, mas estatueta de Melhor Atriz não vem

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A torcida brasileira foi grande, mas Fernanda Torres não conquistou o Oscar de Melhor Atriz na cerimônia deste domingo (2). A atriz, que brilhou ao interpretar Eunice Paiva em Ainda Estou Aqui, era uma das favoritas após vencer o Globo de Ouro na mesma categoria.

O prêmio ficou com Mikey Madison, por Anora. Também estavam na disputa Cynthia Erivo (Wicked), Karla Sofía Gascón (Emilia Pérez) e Demi Moore (A Substância).

Apesar de não levar a estatueta, Fernanda Torres teve sua atuação amplamente elogiada, sendo considerada uma das mais marcantes de sua carreira. O filme Ainda Estou Aqui, dirigido por Walter Salles e baseado no livro de Marcelo Rubens Paiva, saiu vitorioso na categoria de Melhor Filme Internacional, garantindo um momento histórico para o cinema brasileiro.

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Foto: Reprodução/Grosby Group

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É nosso! “Ainda Estou Aqui” faz história e conquista o Oscar de Melhor Filme Internacional

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O filme “Ainda Estou Aqui”, dirigido por Walter Salles e baseado no livro homônimo de Marcelo Rubens Paiva, fez história ao vencer o Oscar de Melhor Filme Internacionalna noite deste domingo (2). 

A produção se tornou a primeira oficialmente brasileira a conquistar um Oscar na história. O filme desbancou “Emilia Pérez”, do francês Jacques Audiard, que era apontado como um dos favoritos ao prêmio após vencer a categoria em outros premiações, como o Globo de Ouro. O musical estrelado por Zoe Saldaña e Karla Sofía Gascón ficou marcado por polêmicas nas semanas anteriores do maior prêmio do cinema mundial.  

A vitória de “Ainda Estou Aqui” marca um feito inédito para o cinema nacional, que já havia sido indicado anteriormente ao prêmio com filmes como “O Pagador de Promessas” (1963), “O Quatrilho” (1996), “O Que é Isso, Companheiro?” (1998) e “Central do Brasil” (1999), mas nunca havia levado a estatueta.

Baseado numa história real, a trama acompanha a trajetória de Eunice Paiva (Fernanda Torres), uma mulher que, após o desaparecimento de seu marido Rubens Paiva durante a ditadura militar, se vê forçada a reconstruir sua vida em meio à dor, luto e incerteza. A busca por justiça e a preservação da memória do amor que compartilhou com seu marido são os pilares de sua jornada. A narrativa se passa em um Brasil de tensão política e repressão, com Eunice enfrentando não apenas o luto, mas também a difícil realidade de viver em um regime autoritário.

A atuação de Torres foi um dos pontos altos do filme, sendo fundamental para transmitir a complexidade das emoções de sua personagem. Sua interpretação foi considerada uma das mais impressionantes de sua carreira, trazendo uma carga dramática que foi essencial para a construção da narrativa e ainda lhe fez ganhar o Globo de Ouro por melhor atriz.

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Fonte: TV Cultura – Foto: Reprodução/IMDb

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