Barueri: a virada da cidade-dormitório para um dos maiores polos de investimentos do Brasil

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A história econômica registra que desde os tempos do Brasil colônia, Barueri foi palco de conflitos entre colonos e índios. O fim das lutas pela posse da terra, com a prevalência dos fazendeiros, e a extinção do aldeamento que existia então, fez com que a região sobrevivesse precariamente da agricultura, principalmente da cultura de trigo.

Com a construção da Estrada de Ferro Sorocabana em 1870, a região ganha sua estação ferroviária tornando-se entreposto de cargas, sendo uma importante ligação entre a capital São Paulo com o território de Parnaíba (que depois se chamaria Santana do Parnaíba), a qual abrigava na época o distrito de Barueri.

Com a fundação da cidade de Barueri no final da década de 40 do século passado e seu descolamento institucional de Santana do Parnaíba, o município viveu décadas de dificuldades econômicas ao mesmo tempo que assistia ao seu crescimento populacional, o que a colocava na incômoda situação de cidade-dormitório. Com poucas opções de emprego, os baruerienses trabalhavam principalmente na capital São Paulo.

No início de sua vida como cidade, Barueri viveu anos de estagnação tendo por principal fonte de recursos os tributos de quatro empresas de porte. Situação bastante complicada ainda mais quando se considera que, ao se emancipar, Barueri recebeu a área pertencente ao então distrito de Carapicuíba (que se separaria de Barueri em 1965). Carapicuíba, à época, tinha o dobro da população de Barueri e nenhuma receita própria.

A separação administrativa de Carapicuíba fez com que Barueri conseguisse alguns recursos para investimentos públicos, como a retificação do curso do rio Barueri Mirim entre o centro e o Belval. A precariedade era tanta que o primeiro trator, comprado em 1967, para abrir ruas e fazer a manutenção das vias foi até batizado pelo padre.

Castello Branco dá novo rumo
Uma primeira guinada significativa em direção ao crescimento de Barueri aconteceu em 1968, com a inauguração da rodovia Castello Branco. A estrada então fez com que a cidade ficasse mais facilmente ligada à capital e também ao interior do Estado. As margens da rodovia foram valorizadas e surgiram mais bairros.

Mas o problema da falta de oportunidades de trabalho para seu considerável contingente habitacional seguia deixando Barueri na desconfortável condição de cidade fornecedora de mão de obra para outras localidades. E com uma receita própria bastante modesta para os desafios que a municipalidade tinha pela frente.

No entanto, foi justamente de uma área próxima com a Castello Branco que veio o ponto de virada de Barueri. Em 1973, a cidade aprovou a permissão para instalação de condomínios industriais com sua nova lei de zoneamento, que reduzia sensivelmente os tributos municipais para novos investimentos.

A iniciativa permitiu a instalação de polos empresariais como os de Tamboré, Alphaville, Jubran, Votupoca e Jardim Califórnia. Para se ter uma ideia, o bairro de Alphaville, com inúmeras empresas de porte e condomínios de alto padrão, é o principal arrecadador de tributos do município.

A partir de então, a cidade passou a abrigar sedes de grandes empresas e tornou-se um centro empresarial de referência no país. Com uma política fiscal e tributária agressiva, tem um dos mais baixos índices de cobrança do imposto sobre serviços (ISS), com alíquotas que variam entre 2% e 3%. É a 14ª cidade mais rica do Brasil, com um Produto Interno Bruto (PIB) maior do que 18 capitais estaduais e grandes cidades no interior do país.

“O que Barueri fez ao longo desses anos de emancipação é muito impressionante: passou de cidade-dormitório para um dos principais polos econômicos do país! A cidade hoje representa oportunidade de trabalho e expansão para muita gente, afinal, reúne um parque industrial, comercial e até residencial dos mais amplos e diversificados”, ressalta o secretário de Indústria, Comércio e Trabalho do município, Joaldo Macedo Rodrigues (Magoo).

Hoje Barueri tem um parque industrial desenvolvido, que aponta para um novo vetor de crescimento da cidade. Com quatro parques empresariais – Alphaville e Tamboré, Jardim Califórnia, Jardim Belval, Votupoca e Jardim São Luiz -, as vantagens competitivas de Barueri seguem sendo a proximidade com a capital paulista e rota para o Mercosul, sua política de tributação baixa, oferta de mão de obra qualificada e uma boa infraestrutura viária.

Conforme o secretário de Planejamento e Urbanismo de Barueri, Nilton de Souza, a linha de atração de empresas segue firme, sendo que um dos objetivos da gestão municipal daqui para frente é dotar a cidade de uma melhor infraestrutura viária.

As vantagens competitivas de Barueri foram identificadas em 2019 pela consultoria de mercado Urban Systems. A empresa fez um levantamento que destacou alguns pontos que confirmam ser o município como um interessante destino para investimentos.

A consultoria chegou à seguinte conclusão sobre Barueri: primeiro lugar no ranking de investimentos de cidades; é o quarto melhor município do país para se fazer negócios no país e tem um atrativo piso mínimo de 2% na alíquota de impostos. Em São Paulo, por exemplo, o patamar mais baixo para cobrança parte de 5%. Além disso, Barueri está há apenas 30 minutos de São Paulo e tem indicativos de qualidade de vida muito bons para os moradores.

Tais atrativos, conforme aponta o secretário Nilton, têm atraído empresas bastante afinadas com os novos tempos. Ele cita a procura pela cidade para a instalação de grandes galpões por parte das empresas de logística e de comércio on-line, que necessitam de amplos espaços para armazenar mercadorias.

Para o secretário de Planejamento, as dificuldades de Barueri, num espectro mais amplo, estão justamente nos gargalos burocráticos externos que prejudicam a aprovação de projetos. Entraves, ou mesmo trâmites legais e burocráticos, que demandam tempo e não estão sob o controle da gestão municipal.

Souza cita a situação dos grandes empreendimentos, que dependem de alvarás de órgãos estaduais e federais, como Sabesp, Cetesb ou a Graprohab (Grupo de Análise e Aprovação de Projetos Habitacionais do Estado de São Paulo), que aprova projetos para implantação de condomínios verticais com até 200 unidades habitacionais e área de terreno inferior a 50.000 m².

“Muitas vezes a aprovação de um projeto demora um ou dois anos”, comentou o secretário, que é arquiteto, barueriense, com 44 anos de profissão e testemunha e agente das mudanças na cidade.

Um exemplo de cidade atraente para se viver está na trajetória do paraibano Francisco Braga, tradicional comerciante no município: “Barueri foi escolhida por mim e minha família pelo calor acolhedor. Tive todas as dificuldades que se possa imaginar ao longo desses anos, mas não escolheria outro local para viver e trabalhar, pois foi nessa cidade onde tive oportunidade de sonhar com um futuro”, declara o comerciante.


Fonte/texto/foto: SECOM-Barueri

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Barueri 73 anos – Confira a programação especial de aniversário

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No próximo dia 26 de março (sábado), a cidade de Barueri irá comemorar 73 anos de emancipação político-administrativa e a prefeitura preparou uma programação especial a partir desta sexta-feira (18).

A grande atração para comemorar o aniversário da cidade ficará para o domingo (27), com grande show de Zé Ramalho. O show especial, está programado para acontecer no estacionamento do Ginásio José Corrêa, na região central, às 18h.


LEIA TAMBÉM:
Barueri 73 Anos – Monumentos registram história, pessoas e conquistas da cidade


Confira a programação completa:

Imagem: Divulgação/SECOM-Barueri
Imagem: Divulgação/SECOM-Barueri

Por Edson Mesquita Jr/ZH Digital – Foto: Arquivo/Prefeitura de Barueri

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Barueri inicia elaboração do plano de mobilidade urbana

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A Prefeitura de Barueri iniciou na terça-feira (15 de março) a elaboração do plano de mobilidade urbana municipal (PlanMobs), que vai definir as diretrizes para o desenvolvimento da rede viária do município.

Na segunda-feira (14) foi realizada a apresentação da proposta de trabalho integrado aos representantes das secretarias da administração municipal por parte da Secretaria de Mobilidade Urbana (Semurb), que vai capitanear o processo, e da empresa contratada para elaborar o plano, a Risco Arquitetura Urbana.

A elaboração do plano municipal segue as determinações da lei de mobilidade urbana nº 12.587, de 2012, a qual “estabelece diretrizes para o desenvolvimento da rede viária das cidades brasileiras e busca contribuir com a organização dos deslocamentos nos centros urbanos do país”.

Trabalho matricial
A presença de todas as Secretarias na confecção do plano é importante porque a legislação federal aponta para a integração dos meios e serviços de transporte urbano, considerando impacto ambiental, social e econômico no deslocamento das pessoas e cargas. Há ainda na lei o incentivo para o desenvolvimento de energias renováveis.

Segundo o chefe de gabinete da Semurb, Celso Aparecido Monari, “a ideia é fazer um diagnóstico de como se comporta o trânsito, envolvendo os pilares da integração de todos os modais, propondo medidas de melhorias para a qualidade de vida da população como um todo”. Isso porque a própria legislação federal, que é alinhada ao plano global de mobilidade, destaca que a priorização da atenção nos trabalhos seja voltada para as pessoas com deficiência, pedestres, transportes não motorizados, transportes coletivos, de carga e o individual.

Audiência pública
Agora, a Prefeitura vai recolher e organizar as informações dos grupos de trabalho de todas as áreas envolvidas no plano municipal para traçar a proposta, discuti-la em audiência pública com a sociedade civil e, por fim, elaborar a minuta de lei a ser encaminhada para aprovação por parte do Legislativo.

O arquiteto e urbanista André Costa, da Risco, disse que hoje a intenção foi apresentar aos membros do governo o planejamento do trabalho, com suas etapas, produtos e ações a serem desenvolvidas.

Conforme o técnico, as etapas do trabalho iniciado nesta terça-feira (15 de março) são: apresentação das diretrizes do plano, diagnóstico sobre o quadro geral, propostas de soluções e conclusão e viabilidade. Não é pouco trabalho e o prazo é apertado: 120 dias.

O desafio do trabalho, explica Costa, está em apresentar soluções para as barreiras urbanas do município – rio Tietê, a linha ferroviária e a rodovia Castello Branco -, além de integrar espaços não contíguos, mais isolados, do território da cidade. “Barueri integra a região metropolitana mais complexa do Brasil, a de São Paulo, e não pode ser considerada isoladamente”, completa.


Fonte/texto/foto: SECOM-Barueri

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Vagas abertas para cursos gratuitos de Cosmética Artesanal e Perfumaria

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Ainda há vagas disponíveis para o curso de Cosmética Artesanal e Perfumaria. Trata-se de um curso profissionalizante, de geração de renda, totalmente gratuito, promovido pela Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social de Barueri (Sads).

A carga horária é de 48 horas e as aulas acontecerão três vezes por semana. O interessado pode escolher o período da manhã ou da tarde.

Clique na imagem e saiba mais!

Durante as aulas serão seguidos os protocolos sanitários contra a Covid-19 para garantir a segurança de todos.

Serviço
As inscrições serão realizadas até acabarem as vagas. Para participar é necessário ter 18 anos ou mais e ser morador de Barueri. Para inscrever-se é necessário comparecer à sede da Sads, das 8h às 16h30, e apresentar RG, CPF, comprovante de endereço e comprovante de vacinação contra a Covid-19 (esquema vacinal completo). Todas as aulas serão ministradas na própria Secretaria, que fica na Avenida 26 de Março, 1.159 – Jardim São Pedro.

Para saber mais, entre em contato pelos telefones (11) 4199-2801 ou 4199-2800, ramais 199, 220 ou 244.

Clique na imagem e saiba mais!

Fonte/texto/foto: SECOM-Barueri

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