Verão começa com influência do fenômeno La Niña

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O verão que começa nesta quarta-feira (21) às 18h48, horário de Brasília, deve transcorrer sob a influência do fenômeno climático global La Niña, que se caracteriza pelo resfriamento superficial das águas do Pacífico Equatorial. Esse ano, o La Niña está configurado com intensidade moderada. No hemisfério Sul, a estação se estende aos meses de janeiro, fevereiro e termina em 20 de março, às 12h33 com a chegada do outono.

“O verão se caracteriza basicamente por dias mais longos e noites mais curtas, são observadas também, mudanças rápidas nas condições do tempo levando à ocorrência de chuvas de curta duração e forte intensidade acompanhadas de rajadas de vento e queda de granizo, principalmente no período da tarde”, explica Thomaz Garcia, meteorologista do Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) da Prefeitura de São Paulo.

“Devido ao La Niña persistente e com moderada intensidade, a tendência é de chuvas irregulares. No entanto, o oceano Atlântico mais aquecido tem favorecido a formação de áreas de baixa pressão e zonas de convergência que transportam a umidade proveniente da região amazônica para o Sudeste, o que gera grandes volumes de chuva concentrados em poucas horas e dias”, comenta o meteorologista da Prefeitura de São Paulo. “Até o final do trimestre, a precipitação ficará próxima do esperado para o período, mas seguindo uma irregularidade em que um mês mais chuvoso poderá compensar um mais seco, e vice-versa. Assim como no verão passado, a tendência é de temperaturas ligeiramente abaixo da normalidade na capital paulista”, complementa Garcia, meteorologista do CGE, órgão ligado à Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana e Obras (Siurb).

De acordo com dados do CGE da Prefeitura de São Paulo, que compila informações de chuva desde 1995 e de temperaturas desde 2004, os meses que compõe o verão têm as seguintes médias:

Dezembro: 185,5mm – Temperatura mínima 18,8°C e máxima 28,3°C

Janeiro: 257,1mm – Temperatura mínima 19,5°C e máxima 28,8°C

Fevereiro: 215,5mm – Temperatura mínima 19,5°C e máxima 29,4°C

Março: 177,6mm – Temperatura mínima 19°C e máxima 28,4°C

No verão é comum a passagem de frentes frias e a formação da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), principalmente em anos de La Niña. Esses sistemas também são responsáveis por regular as chuvas no Sudeste. “A Região Metropolitana de São Paulo durante o verão sofre quase que diariamente influência da infiltração da brisa marítima associada ao forte calor no final das tardes, o que contribui para a ocorrência de pancadas de chuva que atuam com até forte intensidade”, explica, Garcia, meteorologista do CGE da Prefeitura de São Paulo.

A média de chuvas esperadas no verão, de acordo com o CGE da Prefeitura de São Paulo, é de 663,4mm. O mais chuvoso de toda a série histórica, desde 1995, foi o verão 1995/1996 com 922,4mm, já o menos chuvoso foi o de 2017/2018 com 413,4mm.

O dia mais chuvoso já registrado pelo CGE da Prefeitura de São Paulo desde 1995 foi o 10/02/2020, com a estação vigente sendo o verão. A cidade acumulou média de 92,4mm.

Segundo os modelos numéricos de previsão estendida, a primeira semana do verão transcorre com temperaturas ligeiramente abaixo do esperado e chuvas em forma de pancadas isoladas.

Dados da primavera 2021

A primavera começou em 22/09/2022 às 22h04 e termina nesta quarta-feira (21) às 18h48, quando começa o verão. Os acumulados de chuva em 484,4mm, ou seja 37,1% acima da média esperada que é de 353,5mm. Esta foi a terceira primavera mais chuvosa.

Segundo dados pluviométricos do CGE da Prefeitura de São Paulo, as primaveras mais chuvosas foram:

  • 2009: 548,6mm
  • 2015: 511,9mm
  • 2022: 484,4mm

Já as menos chuvosas foram:

  • 1999: 199,0mm
  • 2003: 209,1mm
  • 2019: 270,1mm

As temperaturas permaneceram abaixo do esperado, o que tem relação direta com o fenômeno La Niña que esfria às águas e passou de leve a moderado durante a primavera. O destaque nesta primavera fica com os meses de setembro e novembro, que foram os mais frios da série do CGE, inclusive com tardes muito frias para a época do ano.

Setembro: Mínima média esperada de 15,2°C, o mês registrou 12,6°C. Máxima média esperada de 25,9°C, o mês registrou 21,7°C. O dia mais quente do mês foi o 09/09 quando a média na cidade foi de 33,1°C. Já a menor mínima média ocorreu em 24/09 com 9,2°C na cidade.

Outubro: Mínima média esperada de 16,6°C, o mês registrou 16,5°C. Máxima média esperada de 26,4°C, o mês registrou 26,2°C. O dia mais quente do mês foi o 27/10 com 33,6°C de média na cidade. Já a menor mínima média ocorreu em 03/10 com 14,5°C na cidade.

Novembro: Mínima média esperada de 17,2°C, o mês registrou 14,9°C. Máxima média esperada de 26,5°C, o mês registrou 25,1°C. O dia mais quente do mês foi o 13/11 com 31,3°C de média na cidade. Já a menor mínima média ocorreu em 04/11 com 9,8°C na cidade.

Dezembro: Mínima média esperada de 18,7°C, o mês registrou até o dia 20/12/2022 média de 17,8°C. Máxima média esperada de 28,2°C, o mês registrou até agora 27,7°C. O dia mais quente por enquanto foi o 10/12 com 33,3°C de média na cidade. Já a menor média mínima foi em 14/10 com 15,1°C.

“Analisando os dados podemos dizer que a primavera 2022 transcorreu sob a influência de dois fenômenos que influenciaram de diferentes formas nas chuvas e nas temperaturas. Com o oceano Atlântico mais aquecido, houve um estímulo na formação das instabilidades, e a estação registrou chuvas acima do esperado, e com a atuação do fenômeno La Niña, esfriando às águas do Pacífico e deixando o ar mais frio, as temperaturas ficaram mais baixas para a época do ano”, finaliza o meteorologista do CGE da Prefeitura de São Paulo Thomaz Garcia.

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Fonte: SECOM-Pref. de São Paulo – Foto: Arquivo/Marcelo Camargo/Ag. Brasil

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Cidade de São Paulo tem mês de julho mais quente desde 1943

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O calor que vem fazendo neste mês na cidade de São Paulo já pode ser considerado histórico. Desde 1984, é o mês de julho mais quente registrado na capital paulista, com média mensal de 25,9º C de temperatura máxima na série histórica. A informação foi divulgada hoje (26) pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Até então, a temperatura mais alta para um mês de julho havia sido registrada em 1977, com média mensal de 25,3º C. Normalmente, a média máxima de temperatura para o mês gira em torno de 23º C.

Segundo o Inmet, nesta semana, a cidade de São Paulo pode registrar temperatura ainda mais alta, com a máxima chegando a 29º C na quinta-feira (28), tornando esse um dos dias mais quentes do mês. A mínima na quinta-feira pode chegar a 15º C. Já no sábado (30), a máxima não deve ultrapassar os 19º C, enquanto a mínima pode registrar até 7º C.

De acordo com o instituto, a umidade relativa do ar continua baixa e um forte bloqueio atmosférico de alta pressão, que impede a entrada de frentes frias, tem favorecido a elevação das temperaturas na capital. O calor será amenizado com a chegada de uma frente fria a São Paulo na próxima sexta-feira (29), que trará rajadas de vento, chuvas esparsas e queda acentuada na temperatura.

A cidade de São Paulo não tem chuvas significativas desde o dia 10 do mês passado, informou o Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE). Até o momento, julho registrou apenas chuviscos isolados em dias alternados, acumulando apenas 0,6mm.

Em entrevista hoje (26) ao programa Repórter São Paulo, da TV Brasil, o técnico em meteorologia do CGE Adilson Nazário disse que o fim de semana deve ser mais frio em São Paulo.

Segundo Nazário, a previsão é que sábado (30) e domingo (31) sejam os dias mais frios, com temperaturas em torno de 10º C ou 11º C, ou até mais baixas, de cerca de 10º C. “Não é uma sequência de dias muito longa, mas já vai servir para melhorar a qualidade do ar temporariamente”, afirmou.

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Por Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil – Foto: Arquivo/Marcelo Camargo/Ag. Brasil

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Temperaturas devem cair em São Paulo

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Apesar do predomínio de sol entre poucas nuvens e previsão de 30°C na capital paulista, hoje (3), as temperaturas na capital paulista devem cair acentuadamente no decorrer da semana.

Segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE), na quarta-feira (4) volta a chover na faixa leste do estado, devido a áreas de instabilidade associadas a um sistema de baixa pressão atmosférica na altura do litoral sul de São Paulo que provocam pancadas de chuva de forma isolada entre o final da manhã e o início da noite.

De acordo com o centro, as chuvas podem ter intensidade moderada e fortes, aumentando a possibilidade de ocorrência de rajadas de vento que podem chegar aos 60km/h. As temperaturas variam entre 15°C de mínima e máxima que não deve superar os 22°C, com percentuais de umidade do ar entre 40% e 95%.

O CGE informou que há indicação de declínio acentuado das temperaturas entre a quinta-feira (5) e o domingo (8), com tempo seco e sem previsão de chuva.

Na quinta-feira (5), o tempo volta a ficar seco, com predomínio do sol e sem previsão de chuva, mas com sensação de frio na madrugada, bem como no decorrer do dia. Baixa amplitude térmica, com temperaturas entre mínima de 13°C e máxima de 21°C. A umidade do ar declina um pouco mais, com valores mínimos próximos aos 33%.


Por Flávia Albuquerque – Repórter da Agência Brasil – Foto: Marcelo Camargo/Ag. Brasil

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