O estado de São Paulo já registrou 651.320 casos de dengue somente neste ano. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (19) pelo painel de monitoramento da doença administrado pela Secretaria Estadual de Saúde (SES). Do total, 819 são considerados graves.
O número de mortes chegou a 342, segundo a Secretaria. Além disso, outros 659 óbitos ainda estão em investigação.
Nessa semana, o crescimento médio do número de casos diários foi de 16 mil.
Os dados da Secretaria Estadual da Saúde revelam ainda que 1.358.498 casos foram notificados, 182.993 casos seguem em investigação, sendo 834.313 prováveis. Esse número ainda engloba os 509.463 casos notificados que foram descartados.
A cidade de São Paulo registra 189.840 casos confirmados nesta sexta-feira (19). São 49 mortes e outras 207 em investigação.
Segundo o último boletim de arboviroses da gestão municipal, publicado na segunda-feira (15), 91 bairros da capital estão em epidemia de dengue, ou seja, registram mais de 300 casos a cada 100 mil habitantes.
O Brasil já registrou 1.544 mortes por dengue em 2024. Os dados do Painel de Monitoramento de Arboviroses do Ministério da Saúde foram atualizados na última quinta-feira (18). O número já ultrapassa o total de mortes por dengue registrado em 2023, de 1.094 mortes.
Segundo a pasta, outros 2.085 óbitos estão em investigação. O número de óbitos por dengue, em 2024, corresponde a uma média de 11 pessoas mortas por dia.
De acordo com o painel, há 3.507.062 casos prováveis da doença e 1.958.272 casos confirmados.
Com o risco de vencimento de doses, o Ministério da Saúde anunciou nesta quinta-feira (18) a ampliação temporária do público-alvo da vacinação contra a dengue.
As vacinas com validade até 30 de abril poderão ser aplicadas em pessoas de 6 a 16 anos, a critério dos municípios. Caso a campanha de vacinação permaneça com baixa adesão, os imunizantes próximos ao vencimento ainda poderão ser aplicados no público que vai dos 4 aos 59 anos.
Essa medida só deverá ser adotada em caso de necessidade, para que não haja perdas. De acordo com a ministra Nísia Trindade, a segunda dose estará garantida para todos que se vacinarem. Apesar da liberação, a pasta reforça que o público de 10 a 14 anos deve continuar a ser priorizado.
A terceira remessa de envios da vacina da dengue contemplou 686 municípios do país. Ao todo, 930 mil doses foram distribuídas, incluindo as reposições às regiões que fizeram o remanejamento.
De acordo com o Governo Federal, o ministério adquiriu todo o estoque disponível para 2024 e 2025. Até o final deste ano, o país receberá 5,2 milhões de doses, além da doação de 1,3 milhão, o que permitirá a vacinação de 3,2 milhões de pessoas com as duas doses.
No final de março, o Brasil ultrapassou a marca de 2 milhões de pessoas contaminadas pela dengue apenas nos primeiros meses deste ano. Mais de 680 mortes pela doença também foram contabilizadas.
Novo boletim divulgado pela Secretaria de Estadual de Saúde de São Paulo (SES/SP) nesta sexta-feira (12) mostrou que a capital paulista ultrapassou a marca de 150 mil casos de dengue em 2024. Além disso, são 39 mortes confirmadas e outros 165 estão em investigação.
Ao todo, são 153.871 infectados por dengue na cidade de São Paulo, o que representa 28,5% do total de casos no estado.
Além do alto número de casos, o que preocupa as autoridades são os números de bairros de São Paulo que estão em status de epidemia. São 86 no total, incluindo Itaquera, São Miguel, Santana, Santa Cecília, Bom Retiro, Brasilândia e Pinheiros.
Diante do cenário, a prefeitura ampliou a campanha de vacinação para todos os postos de saúde da cidade. Antes, apenas as regiões com alta taxa de contágio recebiam imunizante.
O público-alvo são crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, conforme definido pelo Programa Nacional de Imunização, do Ministério da Saúde. Para se vacinar, é preciso estar acompanhando dos pais ou responsáveis, portar o documento, cartão de vacinação e comprovante escolar ou de residência. Além disso, não pode ter se contaminado nos últimos seis meses.
A Prefeitura de São Paulo inicia a vacinação contra a dengue em crianças entre 10 e 14 anos nesta quinta-feira (4) em Itaquera e Vila Jaguara, bairros da zona leste e oeste da cidade de São Paulo.
Ao todo, são disponibilizadas 8.310 doses, que de acordo com o prefeito Ricardo Nunes (MDB), sobraram em outros municípios e foram buscadas em Mogi das Cruzes nessa quarta (3).
No entanto, esclarece que, apesar disso, a quantidade não é suficiente para a demanda existente: “Só em Itaquera e Vila Jaguara temos em torno de 20 mil crianças nessa faixa etária, portanto não vai dar para atender nem as crianças dessas regiões”, expõe.
A gestão municipal afirma que, mesmo após ter enviado ao Governo Federalquatro ofícios em que solicita imunizantes em quantidades suficientes, ainda não recebeu nenhum envio do Ministério da Saúde, nem informações sobre o prazo.
Ao contrário do que havia sido anunciado anteriormente, a vacinação não é promovida nas escolas, mas em Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e duas AMAs dos distritos administrativos de Itaquera, por ser a região onde se concentra o maior número de casos absolutos da doença na capital, e da Vila Jaguara, por ter a maior incidência de dengue por 100 mil habitantes.
Até o momento, 190 mortes causadas pela dengue foram registradas no estado de São Paulo em 2024. Os dados foram divulgados pela Secretaria Estadual da Saúde (SES) nessa terça (2).
350 óbitos seguem em investigação. Ao todo, o número de casos confirmados chegou a 402.529.
Ainda de acordo com o painel, a capital paulista contabilizou 33 mortes pela doença e 110.946 casos confirmados no mesmo período. 78 óbitos são investigados.
A cidade de São Paulo está entre os mais de 154 municípios brasileiros selecionados pelo Ministério da Saúde que irão receber imunizantes. A vacinação foi anunciada pela Prefeitura de São Paulo no dia 29 de março, e deve começar nesta quinta-feira (4) por escolas localizadas nas regiões com maior incidência de casos, como Itaquera. O público-alvo é formado por crianças entre 10 e 14 anos.
A dengue é transmitida pela picada do mosquito, por isso, a melhor forma de evitar a transmissão é combater a proliferação do inseto. O uso de repelentes, se possível, também pode ajudar.
Os produtos foram entregues para os responsáveis pelos alunos, com a preocupação de evitar acidentes; essa é uma das ações da prefeitura de enfrentamento à doença, cujos números têm aumentado no Brasil
Dando continuidade aos cuidados de prevenção e combate à dengue, a Prefeitura de Santana de Parnaíba iniciou na última segunda-feira (25/3) a entrega de cerca de 32 mil repelentes de forma gratuita em todos os colégios municipais.
O repelente possui 10 horas de proteção efetiva e é eficiente contra o Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. Ele oferece também uma sensação refrescante e calmante, pois possui propriedades da Aloe Vera e Camomila.
Desde o começo do ano letivo, os colégios da rede têm intensificado os trabalhos de conscientização sobre os cuidados de combate à dengue com os alunos. Entre as atividades, destaque para a distribuição de folhetos informativos, apresentações de teatro com a demonstração dos riscos da dengue, palestras com os agentes de combate a endemias, entre outras.
A dengue é transmitida pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti e possui quatro sorotipos diferentes, que podem resultar em doenças cujos sintomas são febre, dor de cabeça, dores pelo corpo, náuseas (em algumas situações, pode não haver sintomas). Nos quadros mais graves, podem surgir manchas vermelhas na pele, sangramentos (nariz e gengivas), dor abdominal intensa e contínua e vômitos persistentes.
Segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde, o número de casos da doença no Brasil, neste ano, é o maior já registrado na história, com mais de 2 milhões de casos prováveis e confirmados. O número de mortes pela doença já ultrapassa a marca de 700.
Uma das razões para este aumento é a crise climática, que tem elevado a temperatura mundial permitindo a proliferação do mosquito transmissor da dengue. O fenômeno El Niño de 2023 também intensificou os efeitos do aquecimento global colaborando para que o Aedes aegypti sobreviva em ambientes onde antes isso não ocorria.
O Ministério da Saúde declara que todas as faixas etárias são igualmente suscetíveis à doença, porém as pessoas mais velhas e aquelas que possuem doenças crônicas, como diabetes e hipertensão arterial, têm maior risco de evoluir para casos graves e outras complicações que podem levar à morte.
A Prefeitura de Santana de Parnaíba realiza diversas ações diárias no município como entrega de panfletos no trânsito em diversos pontos estratégicos da cidade, mutirão da dengue aos sábados, visita casa a casa por agentes de combate às endemias (48 profissionais) durante a semana, ações nos colégios municipais com as crianças e adolescentes para ajudar na conscientização sobre a dengue, além da divulgação de conteúdo informativo nas redes sociais.
A Secretaria de Saúde também tem adotado o método bloqueio, que consiste em fazer uma vistoria no perímetro da residência do paciente que confirmou positivo. A ação tem o objetivo de verificar se existem moradores com sintomas parecidos e possíveis criadouros do mosquito. É realizada também a nebulização (aplicação de veneno) em bairros com um número maior de casos positivos.
Outra importante estratégia adotada pela Secretaria de Saúde da cidade é a reativação do Comitê de Combate à Dengue, que visa discutir as melhores estratégias para o combate da doença no município. O comitê é composto por equipes de diversas secretarias, como Saúde, Serviços Municipais, Educação, Gabinete, Meio Ambiente e Planejamento, Comunicação, entre outras.
Toda a equipe de combate às endemias passa por treinamentos contínuos para o atendimento de casos suspeitos da doença, as coletas feitas em locais suspeitos são encaminhadas para análise e avaliação do material.
No final de 2023, o Ministério da Saúde incorporou a vacina contra a dengue no Sistema Único de Saúde (SUS) e já foram distribuídas mais de 1,2 milhão de doses. Cerca de 250 mil doses foram aplicadas na rede pública de saúde.
A vacina, conhecida como Qdenga, inicialmente está sendo destinada a regiões com maior incidência e transmissão do vírus e aplicada em crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, pois se trata do grupo com maior número de hospitalizações por dengue.
A incorporação do imunizante foi analisada pela Comissão Nacional de Incorporações de Tecnologias no SUS (Conitec) e passou por todas as avaliações da comissão. O Brasil é o primeiro país do mundo a oferecer o imunizante no sistema público universal.
Vale lembrar que, nos últimos 11 anos, a gestão municipal fortaleceu as políticas de vigilância epidemiológica, construiu 30 novas unidades de saúde e fez concursos para contratação de agentes comunitários de saúde e de combate às endemias.
Dados divulgados na manhã desta quarta-feira (27) pelo Ministério da Saúde mostram que a dengue fez 831 vítimas fatais em 2024. Até o momento, 2.321.050 casos prováveis da doença foram registrados neste ano, ainda de acordo com a pasta.
Os números divulgados hoje correspondem aos casos observados até o último sábado (24). A maior taxa de incidência se dá no Distrito Federal, unidade federativa que é seguida por Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná e Goiás.
A dengue também fez com que 11 unidades federativas decretassem situação de emergência em saúde pública. Com exceção dos estados já citados anteriormente, são eles: Acre, Amapá, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.
A dengue é transmitida pela picada do mosquito, por isso, a melhor forma de evitar a transmissão é combater a proliferação do inseto. O uso de repelentes, se possível, também pode ajudar.
Dando continuidade às ações de intensificação contra o mosquito da dengue, a Prefeitura de Barueri realiza no próximo sábado, dia 23, o “Dia D” de Combate à Dengue, que será centralizada no Parque dos Camargos e no Vale do Sol a partir das 8h. Além da ação, haverá também uma caminhada, à qual a Prefeitura convida a população para participar, com saída a partir das 8h em frente ao Ginásio Esportivo Parque dos Camargos (Alameda Antuérpia, 119).
Os agentes de saúde do Departamento Técnico de Controle de Zoonoses (DTCZ), da Secretaria de Saúde, e as equipes de limpeza da Secretaria de Serviços Municipais (SSM) trabalharão em conjunto para orientar os munícipes e identificar e destruir possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor não só da dengue, mas também da Zika, Chikungunya e da febre amarela.
Além da visita dos agentes de saúde, devidamente identificados com camiseta de combate à dengue e crachá, o mutirão consiste também na retirada de entulhos e cacarecos que estiverem empilhados em frente às residências. A Prefeitura recomenda aos moradores fazerem esse manejo um dia antes da ação, pois a equipe da SSM fará o recolhimento dos inservíveis logo cedo no sábado para proceder com o descarte adequado e seguro.
As ações ocorrem de acordo com o número de casos positivos da doença que são notificados. A Secretaria de Saúde traça um raio de 200 metros para realizar o trabalho de orientação e a eliminação de criadouros do mosquito.
Faça a sua parte É fundamental a participação da população para a eliminação dos focos do mosquito da dengue. Já se sabe que a sua proliferação acontece em lugares como pneus velhos, pratinhos de plantas, tampas de lixo, caixas d’água, dentre outros objetos que acumulam água. A participação de todos é fundamental, já que 80% dos focos de dengue surgem dentro das residências. A seguir dicas para eliminar os criadores e prevenir a doença.
Cobrir, furar, tampar e emborcar ou guardar em local protegido da chuva os recipientes que possam acumular água;
Guardar garrafas, pneus e outros objetos em locais cobertos ou descartar de forma correta;
Eliminar ou furar os pratinhos de vasos de plantas;
Lavar os comedouros e bebedouros de água dos animais com esponja e sabão para retirar os ovos presos nas laterais duas vezes por semana;
Respeitar o dia e hora de coleta do lixo. Deixe latinhas, potinhos e outros recipientes recicláveis em local coberto;
Tapar ou telar adequadamente caixas d’água, barris, tambores, tanques;
Limpar as calhas e lajes, fazer reparos ou manter as saídas de água desobstruídas sem folhagens e sujeiras;
Tampar os ralos, vasos sanitários e caixas de descarga em desuso;
Utilizar repelentes e colocar telas em janelas.
Se você encontrar focos do mosquito da dengue, elimine-o imediatamente, e caso não seja possível, ligue para (11) 4198-5679 ou 4198-0424 de segunda a sexta-feira das 8h às 17h. Caso apareça sintomas como febre alta, machas vermelhas, dor nas articulações, dor nos olhos e vômito, procure atendimento médico o mais rapidamente possível.
Autoridades sanitárias confirmaram 363 mortes por dengue no Brasil em 2024. Há ainda 763 óbitos em investigação e que podem ter sido causados pela doença, totalizando 1.126 mortes confirmadas ou suspeitas até o momento. Os dados – divulgados hoje (11), em Brasília -são do Painel de Monitoramento das Arboviroses do Ministério da Saúde.
Até a última sexta-feira (8), quando os dados foram atualizados, o país contabilizava 1.342.086 casos de dengue e um coeficiente de incidência da doença de 660,9 casos para cada grupo de 100 mil habitantes.
Entre os casos prováveis, 55,5% são de mulheres e 44,5% de homens. A faixa etária dos 30 aos 39 anos segue respondendo pelo maior número de ocorrências de dengue no país, seguida pelo grupo de 40 a 49 anos e de 50 a 59 anos.
Minas Gerais lidera em número absoluto de casos prováveis (464.223) entre os estados. Em seguida, estão São Paulo (238.993), Paraná (128.247) e o Distrito Federal (122.348). Quando se considera o coeficiente de incidência, o Distrito Federal aparece em primeiro lugar, com 4.343 casos por 100 mil habitantes, seguido por Minas Gerais (2.260), Espírito Santo (1.270) e Paraná (1.120).
Emergência
A explosão de casos de dengue fez com que pelo menos oito unidades da federação decretassem emergência em saúde pública: Acre, Distrito Federal, Goiás, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Santa Catarina, São Paulo e Minas Gerais.
A medida facilita acesso a recursos federais e agiliza processos voltados ao combate da doença.
Os casos de dengue confirmados no estado de São Paulo chegaram, neste domingo (10), a 183.288, de acordo com dados da Secretaria da Saúde do estado paulista. A quantidade é 2,1 vezes a registrada em 10 de fevereiro, quando o estado tinha 87.012 casos confirmados. No ano todo de 2023, foram 319 mil casos.
Do total de casos registrados atualmente, 216 são de dengue grave (em que os pacientes apresentam deficiência respiratória, sangramento grave ou comprometimento grave de órgãos); e 2.346 são de dengue com sinal de alarme (situação em que, mesmo após o fim da febre, os pacientes continuam a apresentar dor abdominal, vômito, ou sangramento de mucosas).
Os óbitos já chegam a 51 no estado. A maioria das mortes, cinco, ocorreu em Guarulhos. Em Pindamonhangaba foram registradas quatro, assim como em Taubaté. São Paulo, Pederneiras, Marília e Campinas registraram três óbitos, cada cidade.
Os municípios com o maior número de infectados por 100 mil habitantes são Dois Córregos (6.013 casos em 100 mil habitantes), Mineiros do Tietê (3.909), e Pederneiras (4.015). As três cidades ficam na região de Bauru. Brodowski, na região de Ribeirão Preto, está com índice 6.281.
Na última terça-feira (5), o governo de São Paulo decretou estado de emergência para a dengue. No dia anterior, o estado havia atingido 300 casos confirmados de dengue por 100 mil habitantes.