Lucro Bilionário! Planos de Saúde engordam cofres enquanto reclamações explodem

0 0
Read Time:1 Minute, 52 Second

As operadoras de planos de saúde registraram um lucro líquido de R$ 10,2 bilhões em 2024, conforme dados divulgados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) nesta terça-feira (18). O crescimento é impressionante: 429% a mais do que no ano anterior, quando o setor havia lucrado R$ 1,926 bilhão.

Esse é o melhor resultado das operadoras desde 2020, auge da pandemia da Covid-19, quando o lucro chegou a R$ 17,6 bilhões. Somando os rendimentos de planos odontológicos e administradoras de benefícios, o setor faturou R$ 11,07 bilhões.

O aumento dos lucros acompanha um leve crescimento no número de beneficiários de planos médico-hospitalares, que passou de 50 milhões para 50,2 milhões – o maior índice já registrado pela ANS desde 2018. Segundo Jorge Aquino, diretor de Normas e Habilitação das Operadoras da ANS, os dados refletem a recuperação financeira do setor após anos de desafios.

Entretanto, junto ao crescimento dos lucros, também dispararam as reclamações dos consumidores. A ANS registrou 375.788 queixas em 2024, com destaque para problemas de acesso ao atendimento (103.464 reclamações), reembolso (64.721), falhas no atendimento (55.788) e rescisões contratuais (24.419). Além disso, o número de reclamações sobre reajustes e mensalidades aumentou de 15.580, em 2023, para 20.587 em 2024.

Confira os planos de saúde que mais lucraram no último ano:

  1. SulAmérica – R$ 2,1 bilhões
  2. Bradesco Saúde – R$ 1,5 bilhão
  3. NotreDame – R$ 850 milhões
  4. Hapvida – R$ 785 milhões
  5. Amil – R$ 620 milhões
  6. Unimed Belo Horizonte – R$ 390 milhões
  7. Porto Seguro – R$ 349 milhões
  8. Unimed Seguros – R$ 312 milhões
  9. MedSênior (Samedil) – R$ 297 milhões
  10. SulAmérica (medicina de grupo) – R$ 259 milhões

Enquanto as operadoras comemoram os resultados financeiros, consumidores enfrentam dificuldades e custos cada vez mais altos. O setor realmente se recuperou – mas a que preço para os clientes?

Leia também: Santana de Parnaíba reforça a importância da vacinação contra a febre amarela


Foto: Arquivo/Reprodução

Happy
Happy
0 %
Sad
Sad
0 %
Excited
Excited
0 %
Sleepy
Sleepy
0 %
Angry
Angry
0 %
Surprise
Surprise
0 %

Quase 20 planos de saúde não podem mais ser comercializados

0 0
Read Time:46 Second

19 planos de saúde de seis operadoras diferentes não podem mais ser comercializados a partir desta quinta-feira (22). A proibição foi anunciada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) na última quinta (15).

A determinação, que faz parte do Monitoramento da Garantia de Atendimento, se dá pelo número de reclamações registradas no terceiro trimestre deste ano.

Mais de 387 mil beneficiários devem ser afetados com a decisão, segundo a ANS. Os respectivos planos só poderão voltar a ser comercializados para novos clientes se as operadoras apresentarem uma melhora nos resultados.

Juntamente às suspensões, foi anunciada a liberação de outros 46 planos de 11 operadoras.

Leia também:


Fonte: TV Cultura – Foto: Arquivo/Ag. Brasil

Happy
Happy
0 %
Sad
Sad
0 %
Excited
Excited
0 %
Sleepy
Sleepy
0 %
Angry
Angry
0 %
Surprise
Surprise
0 %

Ministério da Economia analisa cálculo de reajuste dos planos de saúde

0 0
Read Time:2 Minute, 10 Second

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) informou que o percentual máximo de reajuste a ser autorizado para os planos individuais ou familiares está sendo calculado e será divulgado pela agência após conclusão dos estudos e manifestação do Ministério da Economia. A agência reguladora enviou o cálculo do índice de reajuste anual no dia 10 de maio para a pasta. “Ainda não há, portanto, uma data definida para divulgação do índice”, afirmou a ANS.

A Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge) estima que o percentual a ser aplicado em 2022 seja próximo a 15,8%. “Nesse sentido, é importante lembrar que os planos de saúde foram o único setor regulado com reajuste negativo em 2021, de -8,19%, reflexo direto das despesas médico-hospitalares de 2020 inferiores às de 2019 por conta do adiamento dos procedimentos eletivos, gerado pelo distanciamento social logo no início da pandemia”, afirma a nota.

O Ministério da Economia respondeu, também em nota, que só se manifestará quando a avaliação for concluída. “Ainda sem previsão”.

Segundo a Abramge, em 2021, as despesas superaram “e muito” as de 2020, como resultado da elevada taxa de ocupação hospitalar ocasionada por dois principais motivos: a retomada dos atendimentos adiados no ano anterior e a segunda onda da covid-19, muito maior do que a primeira.

“Outros fatores que impactaram, foram a inflação mundial de insumos (materiais, equipamentos e medicamentos) e a alta exponencial do dólar, moeda atrelada a grande parte dos insumos médico-hospitalares utilizados no Brasil”, acrescenta a nota.

A Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) projeta reajuste de 15,7%. Segundo a entidade, o aumento de itens diversos, como o preço de medicamentos e insumos médicos, a forte retomada dos procedimentos eletivos, o impacto de tratamentos de covid-19 longa e a incorporação de novas coberturas obrigatórias aos planos de saúde, como medicamentos e procedimentos, impactam diretamente no reajuste.

De acordo com a federação, outro componente considerado para o cálculo do reajuste – sob peso de 20% – é o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que incide sobre custos de naturezas como despesas administrativas.

“Nesse sentido, vale ressaltar que o Brasil enfrenta a maior inflação geral em 19 anos, o que afeta diversos setores de atividade econômica, incluindo o mercado de planos de saúde. Ainda assim, no acumulado dos últimos dois anos, o IPCA passou de 16% e o reajuste de medicamentos, 22%, frente a 6,22% dos planos de saúde individuais, se confirmadas as projeções de reajuste para 2022, e considerando o reajuste negativo de – 8,19%, em 2021”, diz a FenaSaúde.


Por Agência Brasil – Foto: Arquivo/Ag. Brasil

Happy
Happy
0 %
Sad
Sad
0 %
Excited
Excited
0 %
Sleepy
Sleepy
0 %
Angry
Angry
0 %
Surprise
Surprise
0 %